Fotografia de casamento, fotografia de coração.

22 05 2010

É certo que tudo que fazemos com amor, fazemos bem feito.
Ao meu entender a fotografia é feita no Coração e executada pelo Cérebro, então, cuidar desses dois grandes responsáveis por boas fotos (mais do que equipamentos) é extremamente necessário.

Sou completamente apaixonado pelo trabalho e adoro o dia em que acordo, olho a agenda e digo: “Hoje tem prévia!” É quando me realizo. E nesse momento de criação, o bom humor, disposição e paixão são os melhores ingredientes para ótimas fotos.
No dia do casamento os noivos não estão traquilos, não tem tempo, não tem muita disposição, por isso separamos um dia especial em que a noiva (ou os noivos) se apronta e saímos para uma sessão fotográfica divertida e descontraida, onde criamos imagens impossíveis de serem feitas no dia do casamento. Passamos por lugares que os noivos gostam de ir ou onde têm histórias juntos e fazemos um dia muito legal.

Já no dia do casamento, acredito que o fotógrafo deve estar mais atento e sensível, para se deixar comover com o momento, com a decoração, com a emoção que envolve o lugar, mas que só alcança quem se deixa ser alcançado, e assim extrair todo o sentimento dos noivos e dos acontecimentos nas fotos.
Por isso, para mim, todo cliente é especial, busco tratá-los com o máximo de carinho, e, na medida do possível, transforma-los em meus amigos, assim poderei me emocionar na sua festa, saber o que eles esperam do casamento, saber de algo que é importante na cerimônia, ou decoração ou qualquer detalhe que as vezes passam desapercebidos mas que para os noivos tem muita relevância e desejam que seja fotografado, enfim… São milhares as vantagens de se fotografar com carinho e não tratando o cliente apenas como “mais um”, tanto para a satisfação dos noivos quanto para o bem estar do fotógrafo, e sucessivamente para melhores fotos.

Essa é a fotografia autoral que pratico, vai além da foto em si, abrange tudo que está ao redor da foto, dos fotografados e do fotógrafo.


A idéia da fotografia autoral não deve estar apenas com o fotógrafo, seus assistente e toda sua equipe devem estar com o mesmo pensamento. No próximo post abordaremos a importância da equipe.





Minha câmera não sou eu.

20 05 2010

Em muitos momentos entre fotógrafos eu ouço diversas vezes a grande máxima: “Qual a sua câmera?” , não… não é uma pergunta movida pela curiosidade de saber qual a sua máquina, quando assim, tudo bem, mas o que me deixa chateado é quando essa pergunta é feita para te colocar em algum nível de fotografia, por exemplo:

Se vc responde: Uma rebel XT; ou
Uma Sony A350; ou
Uma D3000;
aaaaa…. você é iniciante né?

Não interessa se você faz fotos incríveis, se tem uma visão perfeita, se conhece e aplica conceitos de fotografia avançada, ou até mesmo se você tem boas lentes; se sua máquina é “simples”… então não vou ouvir o que você tem a dizer (no fim das contas acho até bom).

Eu já trabalhei com engenheiros respeitados, com desenvolvedores de softwares da Koreia super competentes, com administradores incríveis mas nunca vi ninguém ter o ego tão inflado como de alguns fotógrafos.

Aqui vai uma boa resposta:

Então, chega de ficar falando de fotógrafos manés… os próximos posts abordaremos alguns casamentos.

Até mais!





Por quê caprichar?

7 05 2010

Certo dia estava eu fotografando uma formatura para um amigo e encontrei o fotógrafo da formatura da minha esposa… sim, o cidadão que fez ela ficar parecendo uma boneca de borracha no álbum, o cara que conseguiu dinheiro dela para registrar a sua graduação e fez ela ter vergonha de mostrar o álbum para qualquer um, fotos com qualidade medonha, composição despreocupada, tratamento… o tratamento das fotos não vou nem comentar porque não acho adjetivos para o mesmo. Enfim, encontrei ele e puxei assunto:

- Oi, foi você que fez a formatura da minha esposa, você se lembra?!
- Foi sim, sei quem é, ela fica me pedindo para eu alterar várias fotos do álbum e tirar os efeitos, mas… se você é fotógrafo também, porque você não faz isso?
- Porque ela não me pagou, ela pagou você, pagou um preço alto, não pretendo trabalhar no seu lugar, a não ser que você me devolva o dinheiro que ela te deu, ou parte dele.

Ele fingiu que não entendeu e continuou a fotografar. Eu fiquei pensando se não peguei pesado demais e achei que, como o cara era bem colocado no mercado, tinha nome e era “famoso”, eu poderia evitar picuinhas, então eu voltei a falar com ele entre uma foto e outra, comentando sobre a formatura que estava acontecendo, até que ele me perguntou:
- Porque você usa esse difusor?
Eu estava usando o Gary fong e comentei sobre as inúmeras vantagens dele e ele me comentou a máxima:

“Nah, que isso, que diferença faz? Você faz uma foto toda caprichadinha, tendo cuidado com fundo, composição, cores contrastantes e no final, o cliente não consegue ver a diferença da sua foto para a foto que o parente dele tirou com uma cyber-shot.”

Essa afirmação grotesca ele disse para defender a idéia de que não era necessário investir em criatividade, conhecimento e equipamentos, já que tudo era uma “mera” foto! =0

Fiquei tão abismado quanto você está agora, no momento fiquei meio sem respostas, o meu lóbolo frontal do cérebro não conseguia organizar em frases todas as minhas argumentações; então preferi ficar calado e continuar tirando minhas fotos “caprichadinhas”.
Em seguida, depois do susto, eu conversei com ele e expliquei que eu jamais poderia pensar como ele, pois se a fotografia não for uma paixão para mim, melhor arrumar outro emprego, porque além de trabalhoso, paga pouco… Eu não consigo me imaginar fazendo fotos apenas por fazer, apenas por pura obrigação, sem me preocupar com composição, luz, cores, etc… isso é algo absurdo, mais absurdo ainda é que ele conhecia a idéia de cores contrastantes, de composição e tinha plena consciência de que não estava a fim de utilizá-las, estava lá apenas para apertar um botão, subestimando a noção de beleza dos seus clientes, o que é outro absurdo.

Sim, eu sei que se eu for me preocupar com tanta gente “famosa” no meio da fotografia e que trabalha de forma horrível eu vou ficar louco (ainda mais aqui em Brasília), mas, nesse caso, eu era um cliente tbm, pois minha esposa o tinha contratado e ele com esse lema de fazer de qualquer forma, me deixou pensativo.

Eu trabalho com fotografia por AMAR fazer isso, e vendo um serviço de eternizar o momento do meu cliente com arte e, sempre que possível, sintetizando a emoção dos momentos nas imagens (quando não existe emoção fica mais difícil! hehehe), utilizando todas as técnicas que adquiro para este fim. Se eu vendo o serviço de fotografar profissionalmente, não posso fazer de qualquer jeito, senão eu estaria indo contra meu próprio contrato.

Para mim, tento sempre ao máximo tornar cada foto uma arte, pois cada momento de uma graduação, casamento, festa, evento, é especial e único, por isso busco sempre aperfeiçoar mais e mais as técnicas que me possibilitam retratar os acontecimentos com o máximo de conteúdo.

E você? Faz porque tem que fazer, ou faz “caprichado”? Já ouviu falar em FOTOGRAFIA AUTORAL?





Sessão Fotográfica ao meio-dia

28 04 2010

Eu realmente sou favorável à ideia de que se um momento é bonito, não devemos interferir nele com flashes, rebatedores ou qualquer outro tipo de luz artificial de forma brusca, procuro utilizar flash somente quando muito necessário. Entretanto quando se trata de uma sessão fotográfica externa em que a modelo só tem um horário livre e esse horário é justamente o meio-dia, ou perto disto, então temos um grande problema.
A causa desses problemas é que o sensor da câmera fotográfica não tem uma latitude dinamica tão grande como nossos olhos, por mais que você veja aquele momento lindo, nem sempre a camera vai conseguir ver, isso ocorre muito quando estamos ao meio-dia e o céu está extremamente claro em relação ao modelo, e então, se você mede a luz no seu modelo o céu fica todo branco, se mede no céu, o modelo fica escuro demais, se tenta o meio termo a foto fica completamente sem graça ou o modelo ficará com sombras que deformam a sua expressão.

O que precisamos nesse caso é iluminar o modelo de forma a diminuir a diferença de claridade entre ele e o céu ou o fundo e fazer isso de forma cuidadosa e se preocupando em preencher sombras indesejadas pode ser um pouco trabalhoso, mas vale a pena.

Aqui estão alguns momentos da sessão fotográfica da Isadora em que tive que utilizar rebatedores e flash devido o horário.

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Sobre o Fotógrafo

19 04 2010

© 2010 Gustavo Lucena - Produções Fotográficas - Todos os Direitos Reservados. Reprodução proibída.

, meu nome é Gustavo, sou casado, formado em Telecomunicações e completamente apaixonado pela minha profissão: Eternizar momentos de forma a extrair o máximo da emoção envolvida com arte e sensibilidade… isso mesmo, sou fotógrafo e, apesar de especialista em casamentos, realizo cobertura de todos os tipos de eventos.

Minha idéia sobre a fotografia é que esta deve ser a ilustração sincera da verdade dos momentos, por isso procuro a espontaneidade e naturalidade na fotografia, adotando um estilo fora de modismos e com o máximo da arte da simplicidade, onde o destaque maior é a beleza do momento fotografado.

Moro em Taguatinga, no Distrito Federal mas fotografo onde for necessário.

Este blog foi feito com o objetivo de facilitar o contato entre clientes, possíveis clientes, profissionais da área, amigos e quem mais estiver interessado. Aqui colocarei algumas dicas além de alguns exemplos de fotos.

Espero que gostem.

Guga Vieira - View my most interesting photos on Flickriver








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